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sexta-feira, 29 de maio de 2009

VOCAÇÃO

"A glória de Deus é o homem que vive, cresce e chega à sua plenitude”

A vocação (do latim vocatio, ação de chamar) supõe o encontro de duas liberdades: a liberdade absoluta de Deus que chama, e a liberdade humana que responde a este “chamado”. É uma inspiração ou moção interior, pela qual Deus chama a pessoa a determinado estado de vida. Podemos então afirmar, que em toda vocação autentica, a iniciativa é de Deus. Não podemos comparar vocação com profissão, pois profissão refere-se à ocupação ou trabalho especializado, ao passo que vocação é o chamado que brota do mais profundo do ser, onde ressoa a voz de Deus.

A vocação, enquanto chamado de Deus, sempre fiel e imutável, tende a ser definitiva e irreversível. Não se pode reduzir a vocação ao momento inicial do chamado divino e, muito menos, à simples resposta humana. A vocação é o estado e situação decorrente do diálogo entre Deus e o homem. Como a vida matrimonial não se reduz ao tempo de namoro e noivado, assim é uma vocação, uma história de amor que deve durar a vida inteira.

A vocação religiosa nasce e é sustentada, antes de mais nada, por uma profunda experiência de Deus: sentir-se amado por Deus Pai, estar em profunda intimidade com Jesus e deixar-se conduzir pelo Espírito Santo. Em uma palavra: consagrar toda existência ao amor → absoluto. Em toda vocação autentica haverá sempre um sentimento semelhante ao que precedeu a entrada de Isabel da Trindade no Carmelo: “Em breve serei toda tua... ocupando-me unicamente de ti, conversando e vivendo somente contigo”. O objetivo central da vida religiosa não se baseia unicamente no cumprimento fiel dos votos, a observância da Regra, ou ainda a realização de trabalhos apostólicos, mas sim de uma profunda busca de intimidade com Deus: “Senhor o que queres que eu faça”? (São Francisco de Assis)

(Fonte: Dicionário Teológico da Vida Consagrada - vocação)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

VONTADE DE DEUS

Ouvir para perceber a vontade de Deus
Muitas vezes, sofremos porque insistimos em fazer a nossa vontade

Muitos sofrem por conta da inércia em que vivem e porque não sabem ouvir a Deus. Então, quase sempre, não dão passos concretos rumo à vontade divina em suas vidas; ou até tentam caminhar, mas porque não param para ouvir ao Senhor e perceber qual é a vontade divina, erram muito ou nada acontece... Em razão dessas frustrações vividas lançam sobre o Senhor suas revoltas e, com isso, acabam distanciando-se das graças celestes.

Quantas vezes ouvimos: “Preciso saber qual é a vontade de Deus em minha vida”; “Deus não olha para mim”; “O que Deus quer de mim?”; “Por que o Senhor não realiza os meus sonhos”?; “Onde está Deus?”. Questionam, mas não refletem sobre a maneira como vivem, sobre os erros, sobre a falta de fé, sobre a falta de obediência à voz divina, que fala em nosso interior por meio da nossa consciência, da leitura da Bíblia, do que acontece à nossa volta, por meio de uma partilha transparente com o nosso próximo... Por isso é preciso estarmos atentos, controlar a nossa ansiedade, acalmar o nosso coração por meio da oração, ouvir a Deus, obedecê-Lo e ser feliz cumprindo sempre e em primeiro lugar a vontade d'Ele, a qual nem sempre agradará o nosso coração.

Por causa do nosso egoísmo, muitas vezes, sofremos, porque insistimos em fazer a nossa vontade achando ser o melhor para nós. Agindo assim, acabamos desviando-nos das graças reservadas para a nossa vida. O Senhor nos criou e sabe o que é melhor para nós. Por outro lado, é preciso também dar passos concretos em direção à vontade divina, sinalizada para a nossa vida. Por exemplo, diante de escolhas vocacionais no âmbito religioso, se nós não buscarmos orientação e informação junto às instituições que possam acolher o nosso chamado, ficaremos somente com a vontade de servir ao Senhor, mas não concretizaremos o sonho d'Ele em relação a nós. O mesmo irá acontecer também se diante de um desemprego, não batermos às portas das empresas, espalharmos currículos, anunciarmos para os outros que estamos precisando de uma oportunidade, ou seja, se não irmos à luta nada vai acontecer.

Quando assumimos que somos obra-prima de Deus e reconhecemos o amor d'Ele por nós, então, sabemos que Ele quis, quer e quererá sempre o melhor para nós. Somos filhos amados, mas incapazes de decidir por nós mesmos. Fomos criados para obedecer e a própria Palavra de Deus nos orienta por intermédio do exemplo de Jesus, modelo incontestável de obediência e docilidade no acolhimento da vontade do Pai: “E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até à morte – e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: ‘Jesus Cristo é o Senhor’ para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2, 7 a 11).

Entretanto, é preciso termos a consciência de que a obediência é fruto da humildade. Só obedece quem renuncia ao seu querer para que se concretize o querer de Deus. Estabelece-se uma grande luta interior nesse processo, mas é lindo deixar o Todo-poderoso vencer em nós. É lindo aceitar o tempo d'Ele em nossas vidas para assim colhermos os frutos também no momento certo, podendo com isso experimentar a verdadeira paz, a qual não comporta arrependimentos, mas confirma a vontade do Senhor para nós.


Irani Cardoso

terça-feira, 26 de maio de 2009

A HISTÓRIA DE UM EX-FAXINEIRO NEGRO

UM EX-FAXINEIRO NEGRO VENCE PRECONCEITO E QUER “LIMPAR” A IMAGEM DO STF.





O "bate-boca" entre o presidente do STF, Gilmar Mendes (dono de uma biografia repleta de denúncias de corrupção) e o ministro Joaquim Barbosa (dono de uma biografia invejável) traz a necessidade de esclarecer quem é quem no Judiciário brasileiro.

Um ex-torneiro mecânico pernambucano indicou um ex-faxineiro mineiro para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula escolheu o doutor da Universidade da Sorbonne e procurador do Ministério Público Federal Joaquim Benedito Barbosa Gomes para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. O jovem negro que cuidava da limpeza do Tribunal Regional Eleitoral de Brasília está prestes a chegar ao topo da carreira da Justiça após quatro décadas de vitórias contra desigualdades sociais e raciais.

A primeira foi em Paracatu, interior de Minas, onde nasceu numa família de sete irmãos, com a mãe dona-de-casa e o pai pedreiro e, mais tarde, dono de uma olaria. Lá, percebeu que só o estudo poderia mudar a sua história. Já aos 10 anos dividia o tempo entre o trabalho na micro-empresa da família e a escola. O saber era quase uma obsessão.

- Uma das piores lembranças da minha infância foi o ano em que fiquei longe da escola porque a diretora baixou uma norma cobrando mensalidade. No ano seguinte, a exigência caiu e voltei à sala de aula. Estudar era a minha vida e conhecer o mundo o meu sonho. Adorava aprender outras línguas - contou Joaquim Barbosa numa entrevista em agosto de 2002 para o projeto de um vídeo sobre a mobilidade social dos negros no Brasil.

O domínio de línguas estrangeiras foi a engrenagem para mobilidade social de Joaquim Barbosa. Aos 16 anos, deixou a família e a infância em Minas e foi atrás de emprego e educação em Brasília. Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal. Um dia, o mineiro, na certeza da solidão, cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE. Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma. A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções. Primeiro como contínuo e, mais tarde, como compositor de máquina off set da gráfica do Correio Brasiliense. A conquista não sairia barato.

- Lembro de uma chefe que me humilhava na frente dos companheiros de trabalho e questionava minha capacidade. No início, foi difícil, mas acabei me estabilizando no emprego e mostrando o quanto era profissional.

A renda aumentou, mas ainda era pouca para ele e a família lá em Minas. Foi trabalhar também no Jornal de Brasília acumulando dois empregos e jornada de 12 horas. Mais tarde, trocou os dois por um. Foi para Gráfica do Senado trabalhar das 23h às 6h da manhã. Depois do trabalho, a Universidade de Brasília. O único aluno negro do curso de direito da UnB tinha que brigar contra o sono e a intolerância.

- Havia um professor que, ao me ver cochilando, me tirava da sala.

Joaquim Barbosa continuava sonhando acordado. Prestou prova para oficial da chancelaria do Itamaraty e passou. Trocou o bem remunerado emprego do Senado por um, que pagava bem menos. Mas o novo trabalho tinha uma vantagem incalculável: poder viajar para a Europa. Durante seis meses, conheceu países como Finlândia e Inglaterra. De volta ao Brasil, prestou concurso para carreira diplomática. Foi aprovado em todas as etapas e ficou na entrevista: a única na qual a cor de sua pele era identificada.

Após esse episódio, a consciência racial de Joaquim Barbosa, que começou a ser desenhada na adolescência, ganhou contornos mais fortes. Ganhou novas cores, quando, já como jurista do Serpro, conheceu o país, especialmente o Nordeste e, em particular, Salvador. Bahia foi uma paixão a primeira vista do mineiro. Foi lá onde Joaquim Barbosa teve um contato maior com o que ele chama de "Negritude".

A percepção de ser minoria entre as elites ficou ainda mais nítida fora do país. O jurista explica que o sentimento de isolamento e solidão é muito forte num "ambiente branco" da Europa. Ser uma exceção aqui e no além mar ficou ainda mais forte após o doutorado na Universidade de Sorbonne. Nessa época já acumulava títulos pouco comuns para maioria das pessoas com a mesma cor de pele: Procurador do Ministério Público e professor universitário. Antes, já tinha passado pela assessoria jurídica do Ministério da Saúde.

O exercício de vencer barreira, de alguma forma, está em sua tese de doutorado, publicada em francês. O doutor explica que o seu objeto de estudo foi o direito público em diferentes países, como os EUA e a França.

- A minha intenção foi ultrapassar limites geográficos, políticos e culturais. Quero um conhecimento que vá além da fronteiras dos países - disse.

"Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite", reagiu Barbosa.




Gilmar Mendes foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, em artigo publicado na Folha de São Paulo, o professor da Faculdade de Direito da USP, Dalmo Dallari, professor catedrático da UNESCO na cadeira Educação para a paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, declarou:

«Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (...) O nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país»

O empresário Gilmar Mendes carrega em sua biografia a denúncia de que foi favorecido com “incentivo” do poder executivo para fundar, em 1998, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma escola privada que oferece cursos de graduação e pós-graduação em Brasília. Desde 2003, conforme consta das informações do "Portal da Transparência" da Controladoria Geral da União, esse Instituto faturou cerca de R$ 1,6 milhões em convênios com a União. De seus nove colegas no STF, seis são professores desse Instituto, além de outras figuras importantes nos poderes executivo e judiciário (não é à toa que ele contou com tanta “solidariedade” no episódio que envolveu a discussão com o ministro Joaquim Barbosa).

O Instituto se localiza em terreno adquirido com 80% de desconto no seu valor graças a um programa do Distrito Federal de incentivo ao desenvolvimento do setor produtivo. O subsecretário do programa, Endels Rego, não sabe explicar como o IDP foi enquadrado no programa. O belíssimo prédio do Instituto foi erguido graças a um empréstimo conseguido junto ao Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), gerido pelo Banco do Brasil, cuja prioridade de investimento é o meio rural. Entre os seus maiores clientes estão a União, o STJ e o Congresso Nacional.


Que a superação do preconceito na vida de Joaquim Barbosa sirva de exemplo para nós e incentivo para mostrar que todos, independente das diferenças, são capazes de lutar pelos seus objetivos conseguindo, então, conquistar o sucesso independentemente do ramo.

Um terça iluminada a todos!
Que Deus os guie e Nossa Senhora os acompanhe!

Um beijabençoado,
Carol.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MENTIRA

Mentir demais tira o sossego e altera sua personalidade.
Quem inventa muita história tem medo de rejeição e mania de agradar.

Mentir para se livrar da culpa, para não causar discussões ou por medo de perder a confiança de uma pessoa querida é hábito entre muitas pessoas. A personagem Maya, da atriz Juliana Paes na novela Caminho das Índias, é um exemplo claro da confusão que a dificuldade em assumir uma atitude causa: ela esconde o verdadeiro pai de seu filho, com medo de ser largada pelo marido.

Para o psicoterapeuta Chris Allmeida, especialista do Minha Vida, os principais problemas causados pela mentira estão diretamente ligados à sua credibilidade, já que todo mundo vai questionar suas palavras dali para frente, achando que tem algo falso ali no meio. "Quem engana os outros de propósito precisa ter noção de que, quando for descoberto, vai ter de enfrentar a desconfiança mesmo quando estiver falando a verdade", afirma o especialista do site.

Mas não precisa esperar que isso aconteça para abandonar a mania de mentir. Sim, o comportamento vira uma mania quando você menos espera. A culpa é um ótimo sinal de que está na hora de mudar, abandonando o hábito de inventar historinhas. "Infelizmente algumas pessoas fazem da mentira um hábito e se acostumam com isso. Quando a culpa aparece, é sinal de que o hábito está gerando desconforto e precisa, urgente, ser deixado de lado", diz o especialista.


Uma mentira atrás da outra:
"Outro problema da mentira é que ela nunca aparece sozinha, precisa sempre de novas histórias para se manter viva. É evidente que uma mentira sempre precisa de outra e de outra para que ninguém desconfie da veracidade da história. E não pense que isso é coisa de gente mau caráter, somente", diz Chris. Ele lembra que, desde cedo, há situações em que fica difícil dizer a verdade sob ameaça de castigos, caso você fale tudo o que pensa. "Moldamos nossas palavras de acordo com aquilo que os outros querem ouvir na tentativa de combater a rejeição e corresponder ao que os outros esperam de nós", alerta o psicoterapeuta.

Revertendo a situação:
É preciso muita coragem para voltar atrás de uma mentira e segurar a sinceridade. Mas, de acordo com o especialista, esse é o primeiro passo para conseguir ganhar a confiança das pessoas de volta e acabar com o hábito de criar histórias para se livrar dos próprios erros. "É difícil consertar uma mentira, pois aquele que deseja consertar já perdeu o crédito ao ter sido pego. A única opção é confiar no tempo, deixando que as pessoas percebam sua transformação", afirma o psicoterapeuta.

Mentiras Saudáveis?
Sabe aquele papo de mentira saudável, ou mentirinha do bem? Pode esquecer! O psicoterapeuta afirma que todas as mentiras são prejudiciais para a imagem de uma pessoa e, em contrapartida, podem fazer mal para outras. "Toda mentira enfraquece o caráter, fazendo uma pessoa ficar desacreditando de si própria, afinal ela não tem condições de sustentar as próprias idéias e precisa mentir".

Passando dos limites:
Não existe uma pessoa que possa afirmar que nunca contou uma mentirinha. Mas existe o extremo de quem não consegue ficar alguns minutos sem inventar uma nova história. Essa atitude pode ser causada por sérios problemas emocionais e precisa do acompanhamento de um especialista. "Quando a mentira é uma forma de auto-defesa (ou seja, minto para não ser agredido ou para não ser julgado) ela é justificável no aspecto psicológico, mas algumas pessoas mentem sem necessidade ou motivo o tempo todo. Nesses casos é necessário a ajuda e orientação de um especialista no assunto, pois essa atitude é característica de pessoas com a auto-confiança completamente destruída", finaliza Chris Allmeida, psicoterapeuta e especialista do Minha Vida.


Uma ótima semana, sem mentiras, para todos! Rsrs.

Beijabençoado,
Carol.

terça-feira, 19 de maio de 2009

PROTESTO

Talvez seja o caso espalhar, mais uma vez, esta tentativa de impunidade. Este é o nosso Brasil.

O pai de uma das vítimas, Gilmar Yared, soltou uma carta de protesto na Internet denunciando que a impunidade já ronda o grave episódio:


Olá queridos amigos!

Vocês não imaginam a importância de ter amigos. Neste momento de muita dor, onde a tristeza tomou conta de minha alma, onde a vontade de viver dá lugar a de morrer; receber as muitas mensagens através de telefonemas e e-mails tem sido um refrigério.

Ontem a equipe da TV Paranaense esteve em minha casa. Gravamos uma matéria que revelava bem a nossa indignação. Mas infelizmente cortaram e colocaram apenas o que não poderia repercutir, ou seja, nada comparado ao que falamos. Vejo o Poder Público sendo colocado a disposição do deputado para diminuir as evidências deste crime.

No posto de gasolina, onde praticamente tudo começou, o frentista revelou que no dia seguinte, onde nós chorávamos a morte de meu filho, os advogados do deputado já estavam trabalhando recolhendo evidencias. Conversando com o frentista, o mesmo comentou que ouvindo a conversa deles afirmavam que o deputado estava embriagado. No Hospital Evangélico, enfermeiros comentam de que foi encontrado cocaína em seu sangue e tudo sendo escondido pelas autoridades, médicos e imprensa.

Porque tanta impunidade? 190 km por hora foi quando foi cravado o velocímetro e o delegado, responsável pelo caso, disse desmentindo as primeiras informações oficiais; revelou que o velocímetro estava em zero.

Que poder é este que destrói a familia? O poder político não é maior que o poder de Deus e não pode estar acima do bem e do mal. Meu irmão apresentador da TV Educativa foi afastado de seu programa. Na CBN colegas jornalistas estão indignados com o cerceamento de informações. Autoridades de nosso estado, com certeza vocês fizeram um pacto e não foi com Deus.

Imagino que haja pessoas descentes e que irão reverter este quadro.

Sei que tudo irá passar e que enfrentarei muitos desafios apartir de agora.

Peço a Deus que nos dê forças e nos proteja. Amigos, poderia estar acontecendo com qualquer um de vocês.

Fui escolhido para suportar tamanha dor acompanhado desta grande injustiça.

Obrigado pelas homenagens ao meu filho.

Nesta quinta, na Igreja do Balão no Alto da XV, estaremos realizando um culto em memória ao Gilmarzinho, às 20:00.

Um beijo à todos, queridos amigos,
Gilmar.

domingo, 17 de maio de 2009

A LENDA DO DESTERRADO

Há alguém que tenha pecado muito e teme por sua eterna salvação, que atente para esta paradigmática lenda alemã, tão adequada para o seu caso.

Um pobre desterrado (por crime ou perseguição) retornava à pátria após quase 30 anos de ausência. O abandono e as carências de que padeceu haviam-no encanecido (ficado mais velho) e por isso mesmo tornado irreconhecível.
À entrada da pequena cidade natal, uma aldeia, topou com uns amigos de sua infância e adolescência e estendeu-lhes a mão para saudá-los. Mas eles recusaram o cumprimento, pois não o reconheceram.
O desterrado foi adiante e viu passar pela rua seu antigo chefe de serviço, com quem havia trabalhado na lavoura sob o mesmo sol, tinha morado e comido sob o mesmo teto. Chamou-o pelo nome, mas o outro também não o reconheceu, fitando-o de lado e com desprezo. O pobre desterrado sentiu mais ainda o peso dessa rejeição.
Caminhando pela rua que outrora lhe era tão familiar, a garotada que nasceu depois de seu desterro, o insultava sem clemência. Seus passos eram acompanhados com desconfiança pelos policiais, de quem ele se recordava de vários.
Procurando lembrar-se de pessoas de há 30 anos atrás, viu na sacada de uma bonita casa o seu irmão, sobrinhos e amigos. Gritou para ele, com afeição:
— Meu irmão, eu sou o Ludwig! Mas ele também não o reconheceu, e lhe virou as costas. Sua fisionomia cansada e seus andrajos eram vergonhosos.
Finalmente, humilhado e desanimado, chegou à casa paterna, que era a mesma, da qual guardava doces recordações. Uma velha senhora vestida de luto estava sentada junto à porta. Não havia dúvida, era a sua já idosa mãe, a observar o movimento da rua. Parecia estar à espera de uma visita. – Ao menos ela me reconhecerá – pensou o infeliz homem. – Ou será que vai tomar a mesma atitude que os outros?
Aproximou-se dela com receio de mais uma e derradeira decepção, após o qual tomaria outro rumo, não sabia para onde. Seria o fim de tudo, o desabar de uma vida. Mas uma ponta de confiança levou-o a dirigir-se àquela que nunca o decepcionou em afeto e ternura. A mulher fixou o olhar no forasteiro e o reconheceu de imediato. - Oh! Meu Deus, minha Nossa Senhora! É o meu filho, o Ludwig! Ele voltou! – exclamou enternecida. Mãe e filho se estreitaram num longo e saudoso abraço, nunca antes visto na velha aldeia.

Eis aí como procedem as mães afetuosas. E é assim como a Mãe de Jesus recebe os pobres pecadores renitentes que a Ela recorrem com confiança e humildade.

(G. Mortarino. J.C., "A palavra de Deus em exemplos" – Edições Paulinas, SP, 1961, pp. 287)

“O único lugar no mundo onde nós podemos ir, certos de não estarmos sobrando, é aos pés do Santíssimo Sacramento. Onde haja uma imagem de Nossa Senhora, ali seremos sempre bem recebidos, ainda que nos achemos os piores mulambos da terra”.

P.C.O.

sábado, 16 de maio de 2009

NENHUMA PROSPERIDADE SEDUTORA NOS ILUDA


Deus está sempre pronto para nos dar a Sua vida a cada dia, para nos servir e nos acolher em todas as nossas necessidades e em todos os momentos da nossa vida. A nós cabe escolher a quem queremos que conduza os nossos passos. Jesus, o Bom Pastor, está ao nosso inteiro dispor, portanto, fiquemos atentos à Sua voz.

“Quem entra por mim por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,9b-10).

Não podemos nos contentar com qualquer vidinha, porque o Senhor veio nos trazer uma vida abundante de qualidade. Paremos por um momento, olhemos para a nossa existência e oremos assim: "Senhor, eu quero viver a vida nova e abundante que o Senhor veio trazer; eu a acolho e acolhendo-a sei que O acolho, porque Tu és o caminho, a verdade e a vida. Jesus, conduza-me segundo a Tua vontade. Amém."


Jesus, eu confio em Vós!
(Luzia Santiago)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

E TUDO MUDOU

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê....
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo E do 'não' não se tem medo O break virou street O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também


O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou Counter Strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.



(Luiz Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

EXPERIMENTAR O AMOR DE DEUS


Experimentar o amor de Deus
Você já parou para pensar no quanto Deus te fez?

Podemos nos perguntar: quando foi que Deus não nos amou, não nos acolheu, não nos perdoou? Essa é uma pergunta que devemos nos fazer sempre, certos de que o Senhor nos amou e vai continuar nos amando. Arrisco dizer que existe algo que é impossível para o Altíssimo: deixar de nos amar, de nos perdoar e de nos acolher. Ainda que nos precipitemos e nos afastemos, Ele nunca se esquecerá de nós. É lindo perceber que Deus Pai não nos escolhe pelo que fazemos. E que bom que é assim! Sempre nos perguntamos o “porquê” das coisas tristes que acontecem em nossas vidas e quase nunca nos perguntamos o “para quê”. Precisamos fazer como Jó, que reconhece que Deus era o seu tudo e mesmo sofrendo não blasfemou, mas foi fiel ao Senhor. Não é que o Senhor quer que soframos, mas tudo isso é consequência do nosso pecado, da nossa revolta. Quantas situações de sofrimento e de angústia nas quais chegamos a dizer que Ele nos abandonou? Mas perceba: as situações difíceis não passaram? Portanto, não teríamos de concluir que o Senhor não nos abandonou? Isaías, capítulo 44, versículos 1 e 2 diz: "Agora escuta, Jacó, meu servo, Israel, a quem escolhi. Eis o que diz o Senhor que te criou, que te formou desde o seio materno e te socorreu: nada temas, Jacó, meu servo, meu Israel, a quem escolhi!" Deus nos escolheu e nos chamou pelo nome. Ele sempre acredita em nós, sempre acreditou e sempre continuará acreditando. Veja as obras d'Ele na sua vida; e não só as perceba, mas anuncie essas maravilhas. O serviço de Deus é um encargo. Ele tem uma obra para cada um de nós e quer que nós façamos a diferença onde quer que estejamos. Você já se perguntou o motivo do chamado de Deus e para que Ele o chamou? Você já parou para pensar no quanto o Senhor já fez em sua vida? Talvez muitos da sua família e dos seus amigos ainda não vieram para Deus porque você ainda não reconheceu aquilo que Ele fez em sua vida. Tudo que o Todo-poderoso faz por nós não é para que nos gloriemos, mas para que O testemunhemos com coragem. O Senhor nos deu uma missão, sempre acredita e aposta em cada um de nós; Ele nos ama e nos acolhe. No entanto, muitas vezes, nós não acolhemos o amor d'Ele porque nem sempre temos atitudes de filhos para com Ele. Precisamos agir como filhos em nosso relacionamento com Deus Pai. Precisamos reconhecer que Ele nos acolhe. Por amor à sua família e por amor a você, deixe-se amar por Deus.
Padre Cido
CN

domingo, 3 de maio de 2009

MAL OU BEM?

"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém,o intentou para o bem" (Gênesis 50:20).

Um homem, certa vez, tentou matar Samuel L. Brengle lançando um tijolo em sua cabeça. Brengle sobreviveu ao ataque, mas passou um longo tempo em recuperação. Durante o tempo de convalescência ele escreveu muitos artigos inspiradores que foram colocados em um livro cujo título era "Auxílios PARA a SANTIDADE". O livro se tornou um grande sucesso. A esposa do Brengle dizia: "Se não houvesse o tijolo, não haveria o livro!" Ela guardou o tijolo e escreveu nele algumas palavras do Velho Testamento. Eram as palavras de José para os irmãos que o venderam como escravo: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem"

É comum isso acontecer conosco. Aquilo que nos parece ser a pior coisa já acontecida em nossa vida acaba se tornando, mais tarde, o ponto de partida para um grande triunfo.

Muitas vezes murmuramos por um acontecimento negativo em nossas vidas. Achamos que tudo deu errado, que o Senhor não nos abençoou e, pouco tempo depois, constatamos que a bênção foi muito maior do que aquilo que esperávamos.

Deus é sábio e nos reserva sempre o melhor. E para nos abençoar grandemente é capaz de nos dizer "não". Ele sabe que poderemos ficar tristes e abatidos com aquela resposta, mas sabe também que nos alegraremos muito mais quando a grande bênção por Ele preparada for derramada sobre nós.

Assim como o Senhor transforma todo o mal contra nós em momentos de grande júbilo, também utiliza os fracassos como ponto de partida para grandes vitórias. Se a tristeza nos fere o coração durante a noite, a manhã trará uma alegria sem medida. Se os nossos dias estão imersos em trevas, logo voltará a brilhar o sol trazendo a felicidade.

Com Cristo, até o mal será sempre bem.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado executivo?

O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'. Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais', onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se... O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL. SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

(Arnaldo Jabor)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O PORTEIRO DO PROSTÍBULO

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que Nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse:

- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que....
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias...aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens. Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.. E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:

-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: - O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever ... ainda seria o porteiro do prostíbulo!

Geralmente as mudanças são vistas como Adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.

Lembre-se da sabedoria da água:
“A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.”

“Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar!”

Bom trabalho, e que sua vida seja cheio de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A PEDRA

O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil...
O empreendedor, usando-a, construiu...
O camponês, cansado, dela fez assento...
Para meninos, foi brinquedo...
Drummond a poetizou...
Já, Davi, matou Golias...
Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...

Em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Moral da história: Não existe 'pedra' no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o o seu próprio crescimento.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

SEM JESUS E SEM O ESPÍRITO SANTO NÃO SOMOS NADA

Espírito Santo é o amigo da nossa alma! É a fonte de toda a nossa santidade e a luz da nossa inteligência. É Aquele que nos introduz ao coração do Pai, que sonda os nossos corações e intercede por todas as nossas necessidades, para que possamos adquirir d'Ele aquilo de que mais precisamos, pois Ele é o único que realmente sabe o que é melhor para cada um de nós.

Por meio do Espírito Santo conseguimos caminhar por vias mais santas. Por Ele nossos corações são conduzidos ao alto. Por intermédio da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade os fracos são conduzidos pelas mãos, e os que buscam a virtude e os caminhos retos chegam à perfeição. O Paráclito é o doador de todos os dons de que necessitamos para a nossa santificação, por isso precisamos pedir sempre: "Vinde, Espírito Santo! Vinde, Espírito Santo!"

Enquanto conviviam com Jesus, os apóstolos estavam seguros: O Messias lhes dava força e coragem. Mas, quando Ele lhes foi tirado, o próprio Pedro, que fizera mil promessas ao Mestre, ficou muito confuso e enfraquecido, negando-O por três vezes. Sem Cristo, o discípulo [Pedro] não passava de um Simão. Pedro quer dizer “pedra” e Simão é “caniço” (Aquele caniço do mato agitado pelo vento, que facilmente se quebra. Até uma criança o quebra). Por isso, o apóstolo caiu e negou seu Mestre.

Assim aconteceu com todos os apóstolos. Mesmo Jesus tendo lhes aparecido no dia da Ressurreição continuaram medrosos... Até Pentecostes. Todos somos assim. Sem Jesus e sem o Espírito Santo não somos nada. Os homens ficam ainda mais fracos sem Eles [Jesus e o Espírito Santo]. Essa é a razão de todos os seus erros, de todas as suas quedas; de todos os descaminhos no sexo, na bebida, no jogo, nas drogas.... Você estava sem Jesus, sem o Espírito Santo. Igualzinho a Pedro e aos demais apóstolos. Sem Deus o homem fica completamente desestruturado. Quando o Criador nos projetou Os [Jesus e o Espírito Santo] previu na estrutura. Sem Eles nos falta a base dessa estrutura. Nada mais nos preenche.

"Só em Deus repousa minha alma, só d'Ele me vem a salvação" (Salmo 61, 2).


Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib.

domingo, 26 de abril de 2009

A VELHICE E AS PERDAS NATURAIS


O tempo passou e a velhice chegou. E agora?

A juventude é um período que favorece muitas fugas. A vitalidade do corpo, a vida agitada, os muitos compromissos, as múltiplas possibilidades, tudo faz com que esse tempo da vida seja naturalmente dinâmico. A impulsividade é a marca dessa fase.
Com o passar do tempo, essa dinâmica vai se transformando. Vamos ficando mais lentos, mais criteriosos, e o leque que antes era formado de inúmeras possibilidades vai se tornando mais estreito.
São as estações da vida e suas mudanças constantes. São os encaminhamentos naturais do tempo a nos conduzir ao lugar da pergunta - E agora? O tempo passou e a velhice chegou. E agora?
A escritora mineira Adélia Prado fala, de forma muito interessante, dos impactos da velhice na vida humana. No poema “Pedido de adoção”, a escritora identifica na personagem a saudade de ter a mãe. Esta orfandade é reconhecida no auge da velhice, momento da vida em que os limites a aprisionam fazendo-a querer os mesmos cuidados que as crianças. Veja com que beleza e simplicidade a autora faz a leitura desse sentimento.
Estou com muita saudade
de ter mãe,
pele vincada,
cabelos para trás,
os dedos cheios de nós,
tão velha,
quase podendo ser a mãe de Deus,
– não fosse tão pecadora.
Mas esta velha sou eu,
minha mãe morreu na roça,
os olhos cheios de brilho,
a cara cheia de susto.
Ó meu Deus, pensava
que só de crianças se falava:
as órfãs.
O sentimento da orfandade lhe confere a coragem de querer o retorno no tempo, de driblar a crueza de sua idade e reivindicar o direito de ter um colo onde deitar a cabeça e receber os cuidados maternos.
A personagem manifesta o desejo de voltar a se enrolar no tecido da descendência, como se quisesse suturar sua carne já envelhecida à carne jovem de sua mãe, que só existe em suas saudades, e assim rejuvenescer.
É a personagem diante do fato inevitável de que o tempo passou e que agora, velha, como um dia estivera sua mãe, reconhece em sua alma a mesma condição em que costumamos classificar as crianças órfãs.
A personagem e a velhice. Destino inevitável que os pés humanos encontrarão ao longo da existência. Não há outro jeito. É regra da vida. Envelhecer é um processo natural. O corpo, que antes possuía uma vitalidade extraordinária, aos poucos, bem aos poucos, vai se curvando aos ditames do tempo. Estamos expostos aos efeitos do chronos, o tempo que passa.
Desde o nascimento, o corpo se encaminha para o seu processo final. Nasce direcionado para o fim, uma vez que o seu percurso terá como meta a sua desmaterialização.
Durante esse percurso viverá as diversas fases da vida, extraindo de cada uma delas suas possibilidades e seus limites.
(Trecho do livro "Quando o sofrimento bater à sua porta" de padre Fábio de Melo)

sábado, 25 de abril de 2009

Bebida x Direção

"Fui à uma festa e me lembrei do que você me disse. Você me pediu que eu não tomasse álcool, mãe. Então, ao invés disso, tomei uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma, do modo como você disse que eu me sentiria, e que não deveria beber e dirigir. Ao contrário do que alguns amigos me disseram, fiz uma escolha saudável, e teu conselho foi correto. Quando a festa finalmente acabou, o pessoal começou a dirigir sem condições. Fui para o meu carro na certeza de que iria para casa em paz. Eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe. Algo que eu não poderia esperar. Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer: "O rapaz que causou este acidente estava bêbado." Mãe, sua voz parecia tão distante. Meu sangue está escorrido por todos os lados, e eu estou tentando com todas as minhas forças não chorar. Posso ouvir os para-médicos dizerem: 'A garota vai morrer'. Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e dirigir, e agora tenho que morrer. Então por que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? E agora a dor está me cortando como uma centena de facas afiadas. Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe! Diga ao Papai que ele seja forte. E quando eu for para o céu, escreva 'Garotinha do Papai' na minha sepultura. Alguém deveria ter dito àquele garoto que é errado beber e dirigir. Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria com possibilidades de continuar viva. Minha respiração está ficando mais fraca, mãe, e estou realmente ficando com medo. Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada! Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe. Enquanto estou estirada aqui, morrendo, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe! Então... Te amo e adeus...!"

Que essa história sirva de lição para que possamos refletir mais sobre as consequências do álcool, principalmente da "combinação" entre a bebida e a direção.

Um grande beijo e um forte abraço,
Deus lhe guarde!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A MISERICÓRDIA DIVINA


Que seríamos nós sem a Misericórdia de Deus?

Não podemos parar nos nossos limites e nas dificuldades. Precisamos avançar dia após dia, com coragem, fé e determinação. É claro que sozinhos não conseguimos nada, mas apoiados na Misericórdia Divina somos capazes de caminhar a passos largos e desbravar novos horizontes, porque esta [Misericórdia Divina] nos traz a força da vida que vem de Deus e nos sustenta.

“Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me” (Sl 16).


É tempo de começar tudo de novo. O que não deu certo ontem, hoje pode dar, basta que tenhamos fé em Deus e confiemos na bondade d’Ele.
Derrama sobre nós a Sua Misericórdia, Senhor, e nos impulsione para os Seus caminhos.

Jesus, eu confio em Vós!

(Luzia Santiago).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SÓ O SENHOR PODE MUDAR NOSSAS VIDAS

Às vezes pensamos que as pessoas precisam deixar de fazer coisas más para só depois se aproximarem de Deus, mas o que ocorre é o contrário: primeiro é preciso encontrar-se com Deus para então abandonar o pecado. Foi o que aconteceu com Paulo. Ele perseguia os cristãos e os odiava. Então Jesus apareceu diante dele no caminho de Damasco; depois disso, o ódio desapareceu e de perseguidor passou a ser o grande pregador de Cristo, indo às sinagogas – e a muitos outros lugares – para falar do Senhor e desafiar os doutores da lei.

Seja você quem for, seja qual for o seu problema, se Jesus entrar em sua vida, ela será totalmente transformada. Por isso, deixe-O entrar em seu coração, assim como fez com Paulo.

Reze comigo:

"Jesus, entre, tome conta da minha vida e a mude. Eu me entrego, retiro as minhas resistências; eu não vou resistir mais. Eis-me de volta, Senhor: sujo, esfarrapado. Obrigado, Jesus, porque me recebe como o pai recebeu o filho pródigo: com alegria, com abraço, com festa. O Seu filho voltou. Eu estava morto e o Senhor me ressuscitou. Muito obrigado"

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib.

terça-feira, 21 de abril de 2009

TESTEMUNHO

> Paróquia Santa Maria dos Pobres – Paranoá – DF. Info - Digital. Ano II - JUNHO / 2008 <

> Para refletir: A experiência de um sacerdote frente a mentira do aborto.

Caríssimos irmãos, há mais ou menos quatro meses fui procurado por um casal jovem que estava vivendo uma situação muito difícil. Eles tinham recebido a notícia de que ela estava gestando uma criança anencéfala. Diante de tal situação, sentia-me impotente, mas com a convicção de que o Senhor tinha colocado esse casal à minha frente para que eu pudesse ajudá-lo. Confesso que para mim não foi fácil, pois acredito que, no mundo em que nós vivemos, situações como essas são tratadas com muita frieza ou de forma muito simplista. Com efeito, esse caso não fugiu à regra. O médico tinha feito o diagnóstico e já tinha aconselhado o aborto, porque 'o objeto que estava dentro dela não era um pessoa, pois não tinha cérebro e não viveria muito tempo'. A realidade era complexa porque eu me perguntava: 'O homem é só cérebro? Como um médico pode estar com a consciência tranqüila aconselhando tal monstruosidade?' Sentia que o casal tinha tomado a decisão de fazer o aborto porque estavam impressionados com a explicação e com as fotos mal tiradas que o médico lhes apresentou. Sentia-me impotente, mas com a certeza de que o homem é muito mais que cérebro, pernas, braços... O homem tem uma realidade que lhe transcende, que não morre, que é espiritual! Depois de três horas de conversa e ajudados também por uma médica católica, o casal convenceu-se de que a gravidez deveria ir até o final para experimentar o poder da vida. Uma das coisas que me impressionaram neste tempo foi ver o semblante da mãe: em todos os momentos transmitia felicidade, paz... E, em alguns momentos, o combate e o medo de como tudo aconteceria, mas sempre ajudados pelo sacramento da eucaristia e o acompanhamento da médica. Chegou o dia do nascimento de um grande menino. Cheguei cedo ao hospital, pois tinha prometido aos pais batizar a criança assim que viesse ao mundo, porque já sabíamos que o Senhor nos concederia a criança por alguns minutos. Estava um pouco apreensivo, pois nunca tinha vivido uma experiência tão forte assim. Minha surpresa foi novamente encontrar com a mãe da criança antes do parto e notar que ela acariciava sua barriga, transmitindo naquele momento amor pelo seu filho. Lembro-me de ter falado para os pais, nesses quatro meses, que deveriam aproveitar o tempo que o Senhor tinha concedido a eles de estarem com a criança, pois para nós, cristãos, somos chamados a viver cada minuto da nossa vida com intensidade porque a nossa existência aqui é muito breve; fomos criados por Deus para estarmos com Ele. No momento do parto, ao estar novamente com a mãe da criança, encontrei uma mulher muito jovem (mais ou menos 19 anos), de rosto sereno e semblante que transmitia paz. Neste momento, enchi-me de alegria, pois percebi a presença do Senhor que estava com ela, dando-lhe forças para que testemunhasse que nós acreditamos num Deus de vivos e não de mortos, e que, para Ele, cada pessoa (seja como seja) é importante e tem um valor grandíssimo. Quando nasceu o menino, não podia acreditar no que eu estava vendo! Não tinha nada a ver com o que o médico tinha falado para os pais. O bebê tinha o corpinho perfeito, respirava, movimentava os braços, as pernas... pude administrar o sacramento do Batismo e sentir amor por aquela criança que estava com os olhos abertos. No momento em que derramei água na sua cabeça para o Batismo, caíram algumas gotas no seu olho e ele sentiu-se incomodado. Estive todo o tempo de vida com o recém-nascido! O Senhor concedeu-lhe a graça de nascer e de ser amado pelos seus pais e de ser testemunha de Cristo, servo sofredor, que aceitou a vontade de seu Pai naquele hospital. Para as enfermeiras, para os médicos, para os seus pais e, principalmente, para mim, que via naquele neófito a imagem de Cristo! Foram 36 minutos de vida, durante os quais pude falar, rezar e até mesmo pedir a intercessão no céu por mim, pelos seus pais e pela nossa Paróquia. E assim o Senhor lhe chamou: 'Vinde, benditos de meu Pai' (Mt 25, 34). Cumpriu-se a promessa de Cristo: 'Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estou também eles estejam comigo para que contemplem minha glória.' (Jo 17,24). Nunca mais esquecerei este momento tão precioso para mim, à minha vida e ao amadurecimento da minha fé. Gostaria que, neste momento, estivessem tantos que são a favor do aborto e que me tentassem explicar como é possível defender tal atitude diante de uma pessoa indefesa, seguindo a lógica de que só os perfeitos podem viver. Acredito que tais pessoas nunca experimentaram o amor. A pessoa não é só perna, só braço, só cérebro... Senhores médicos, senhores políticos e todos aqueles que tem a autoridade de fazer leis, pensem naquilo que vocês estão tentando legalizar, pois aquilo que vocês falam não condiz com a experiência que eu vivi. Não nasceu nenhum monstro, mas um filho de Deus que foi amado por Ele, pelos seus pais e por mim.

1 de setembro de 2006 - Pe. Alessander Carregari Capalbo - Pároco

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE LINA MEDINA

http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020911/vid_mat_110902_36.htm

A menina peruana que entrou para a história da Medicina por ter sido mãe aos 5 anos há mais de seis décadas vive hoje na miséria, sem assistência do governo.

Da Reuters

Os pais de Lina Medina pensavam que sua filha de 5 anos tinha um enorme tumor no abdômen. Quando nem os feiticeiros de sua remota vila nos Andes peruanos conseguiram encontrar a cura, o pai de Lina decidiu levá-la para o hospital. Um mês depois, ela deu à luz um menino. Tinha apenas cinco anos, sete meses e 21 dias de idade quando foi submetida à cesariana em maio de 1939. A menina entrou para a história da medicina e ainda é considerada a mãe mais nova do mundo.

Naquela época, o governo peruano prometeu à família uma ajuda que nunca chegou. Seis décadas depois, Lina vive com o marido numa casa apertada em um distrito pobre e com alta taxa de criminalidade da capital peruana, conhecido como ‘‘Pequena Chicago’’. Agora com 68 anos, Lina cuida de si mesma e sempre rejeita pedidos para relembrar o passado. Gerardo, o filho que ela teve quando ainda era uma criança, morreu em 1979 aos 40 anos.

Mas um novo livro, escrito por um obstetra que se interessou pelo caso, chamou a atenção para a história de Lina novamente e para o fato de que provavelmente será tarde demais quando o governo peruano oferecer ajuda financeira e outras assistências a ela. ‘‘O governo os condenou a viver na pobreza. Em qualquer outro país eles seriam objeto de cuidados especiais’’, disse José Sandoval, autor de Mãe aos Cinco Anos. ‘‘Ainda temos tempo para reparar os danos causados a ela. Esse é meu objetivo fundamental.’’

Sandoval levou o caso de Lina ao gabinete da primeira-dama, Eliane Karp, e pediu ao governo que dê a ela uma pensão vitalícia — algo que algumas autoridades dizem ser possível. ‘‘Estamos querendo muito ajudá-la’’, disse a porta-voz Marta Castañeda. Mas Suni Ramos, do departamento de ação social do gabinete de Karp, explicou que o governo precisa discutir com Lina quais suas necessidades antes de presenteá-la com uma pensão ou outro tipo de ajuda que está sendo estudada — como uma cozinha ou utensílios domésticos. Os funcionários ainda estão tentando entrar em contato com ela e a família.

Sem esperanças.
O marido de Lina, Raul Jurado, disse que sua mulher perdeu as esperanças. ‘‘Que eu saiba, ela não recebeu ajuda nenhuma (em 1939)’’, afirmou Jurado. ‘‘Ela acredita que os governos nunca dão nada. Talvez hoje seja feita uma promessa que nunca se tornará realidade’’. Jurado disse que Lina — cuja história é contada num livro clássico da Medicina e foi comprovada pelas associações norte-americanas de obstetras e ginecologistas — não quis dar entrevista.

Ninguém nunca descobriu quem é o pai de Gerardo ou confirmou que Lina ficou grávida após ser estuprada. Uma de nove irmãos nascidos na vila indígena e andina de Ticrapo, na província mais pobre do Peru, a uma altitude de 2.250 metros, Lina é considerada o caso mais jovem de puberdade precoce da história, segundo Sandoval. Ele disse que Lina teve a primeira menstruação aos 2 anos e meio e ficou grávida aos 4 anos e oito meses. Quando foi submetida à cesariana, os médicos constataram que ela já tinha os órgãos sexuais totalmente desenvolvidos.

Sua barriga crescente preocupou os pais. ‘‘Eles pensavam que fosse um tumor’’, contou Sandoval. Mas os xamãs descartaram superstições da vila — incluindo uma segundo a qual uma cobra cresce dentro da pessoa até matá-la — e recomendaram que ela fosse levada a um hospital da cidade grande mais próxima, Pisco. Ali ficaram sabendo que Lina estava grávida.

O pai foi preso temporariamente por suspeita de incesto — acabou libertado por falta de provas — e doutores, policiais e até uma equipe de filmagem chegaram à vila para investigar o caso. Sandoval baseou seu livro na imprensa, em outras informações publicadas e entrevistas com parentes de Lina, que se recusa a falar sobre o assunto. Ele disse que as notícias sobre a mãe precoce renderam manifestações imediatas de ajuda, incluindo uma oferta recusada de US$ 5 mil, feita por um empresário norte-americano.

Mais ofertas se seguiram depois que Lina foi transferida para um hospital em Lima, onde o bebê saudável, de 2,7 quilos, nasceu em 14 de maio de 1939, dia das mães. Uma delas era de US$ 1 mil por semana, mais despesas, para que Lina e o filho fossem exibidos na Feira Mundial em Nova York. Em junho do mesmo ano a família aceitou uma outra oferta, de um empresário norte-americano, para que mãe e bebê viajassem aos Estados Unidos, onde cientistas estudariam o caso. A proposta incluía a criação de um fundo para garantir o conforto financeiro dos dois durante toda a vida.

Mas em poucos dias o Estado proibiu todas as ofertas anteriores, decretando que Lina e o filho estavam em ‘‘perigo moral’’, e decidiu criar uma comissão especial para protegê-la. ‘‘Abandonaram o caso depois de seis meses. Não fizeram absolutamente nada por eles’’, disse Sandoval.

Final feliz?
Apesar de psicologicamente amadurecida, Lina — que segundo Sandoval é mentalmente normal e não demonstra qualquer sintoma médico fora do comum — ainda agia como uma criança, preferindo brincar com suas bonecas do que dar atenção para o bebê, que era alimentado por uma enfermeira. Lina ficou no hospital por 11 meses e finalmente voltou para a família após o início de procedimentos legais que levaram a Corte Suprema a permitir sua convivência com os pais.

Depois de ser ridicularizado pelos colegas de escola, Gerardo — cujo nome foi uma homenagem a um dos médicos que atenderam Lina — descobriu aos 10 anos que aquela garota que ele acreditava ser sua irmã era na verdade sua mãe. Ele morreu em 1979 de uma doença que atacou a medula dos ossos, mas, segundo Sandoval, não há certeza de vínculo entre a enfermidade e o fato de sua mãe ter engravidado tão precocemente.

Lina casou-se e em 1972 teve outro filho, 33 anos depois do primeiro, que agora vive no México. Ela parece ter transformado sua história bizarra em objeto de tabu. ‘‘Só queremos continuar nossas vidas, só isso’’, diz Jurado, acrescentando que não sente ‘‘absolutamente nada’’ pelo fato de sua mulher ser a mãe mais nova do mundo. Ele contou que a maior preocupação do casal, se a oferta de ajuda do governo for mesmo genuína, é receber o valor de uma propriedade que pertencia a Lina, mas acabou expropriada pelo Estado há mais de duas décadas. Essa casa foi destruída e em seu lugar existe hoje uma estrada.

Jurado disse que o valor do imóvel era de ‘‘mais ou menos US$ 25 mil’’, e a solução desse problema encerraria uma longa batalha judicial para conseguirem de novo uma casa própria. Os dois vivem numa residência modesta, no caminho de um beco escuro parcialmente interditado por placas de madeira, numa vizinhança barra-pesada conhecida pelos moradores locais como ‘‘paraíso dos ladrões’’.

‘‘Se o governo realmente quer ajudar, deveria nos dar o valor de nossa propriedade’’, afirmou Jurado. Quanto a Sandoval, ele está otimista de que a história de Lina, que ele vem acompanhando desde os tempos de estudante, termine bem: ‘‘Eu acredito que haverá um final feliz’’.

PS.: Ainda estão procurando mais sobre o caso.

PS 2.: A princípio ela não tinha estrutura para ter filho, mas, mesmo assim, não foi motivo de "desculpa" para matar um bebê inocente - ABORTO É CRIME! - E se você fosse o bebê? Pense nisso. VIVA A VIDA E DEIXE ELA VIVER!